KNITWEAR JACQUARD TOP IN BLACK AND WHITE WITH CROCHET STRAPS

This black and white jacquard knitwear top has ruffled straps in chochet and fastens at the back with a crochet rope that interlaces on both sides of the top back, adjusting it to the body.

Este top de malha jacquard preto e branco possui alças de folhos em chochet e aperta atrás com um cordão que se entrelaça dos dois lados das costas do top, ajustando-se o mesmo ao corpo.

#SS21.02.04.JQ3

175.00€

Fora de stock

Editor's Notes & Details

O LUGAR.  (THE CORNER)

 

For Susana Bettencourt, the SS21 collection represents the paradigms’ exchange through the decontextualization of one of the Portuguese symbols, our typical and peculiar Portuguese house. Susana also decides to merge in what defines her most: the emblematic handcrafted knits. The graphics and many of the pieces are possessed by crochet, giving them volume and differentiated textures.

Focused on the primary colours, from a time when only the essential matters, remain between the blue sky, yellow sun, white hope, red claw, and black abyss.

Therefore, through these concepts, Susana Bettencourt represents the feeling of a society in the turmoil that ends with mixed contents. During this turning era, with the new paradoxes’ emergence, the “house” is seen as a protection that holds us and despairs us.

Being next door doesn’t mean being around. On a daily life that turns the tide, the house is no longer as it once was. Today our home is distorted, has become the “least bad” and our asphyxiating protector who is nothing more than a safe prison.

Now the greatest luxury is the window, and hope extends through it.

 

Susana Bettencourt uses another of her collections to reflect on the current panorama, in this case, the pandemic lived by all of us. The knitwear artist is sensitive to this moment and its repercussions.

 

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O LUGAR.

 

Para Susana Bettencourt, a coleção SS21 representa a troca de paradigmas através da descontextualização de um dos símbolos portugueses, a nossa típica e peculiar casa portuguesa. A esta, Susana decide fundir também o que mais a define: as emblemáticas malhas artesanais. O crochê toma posse dos grafismos e de muitas das peças, dando-lhes volume e texturas diferenciadas.

Focada nas cores primárias provenientes de um momento em que apenas o essencial nos importa, mantém-se entre o azul céu, amarelo sol, branco esperança, vermelho garra e preto abismo.

Assim, através destes conceitos, Susana Bettencourt retrata o sentimento de uma sociedade em tumulto que acaba com os significados trocados. Durante esta era de viragem, com o surgimentos de novos paradoxos, a “casa” é vista como uma proteção que nos prende e desespera.

Estar ao lado já não significa estar perto. Num dia a dia que nos trocou as voltas e nos deu reviravoltas, casa já não é como outrora. Hoje o nosso lar encontra-se distorcido, tornou-se o “mal o menos” e na nossa protetora asfixiadora que não passa de uma prisão segura.

Agora o maior luxo é a janela, através dela estende-se a esperança.

 

Susana Bettencourt usa mais uma das suas coleções para refletir sobre o panorama atual, neste caso, pandémico vivido por todos nós.

A artista de malhas mostra-se sensível ao momento e às suas repercussões.

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91,5% viscose
8,5% polyester

 

Height/Altura: 46cm
Width/Largura: 31cm